Freeze Frame

FREEZE FRAME é um encontro entre criadores e a arte do cinema de animação.
Dois dias de intenso diálogo, debate e inquietação, sobre os temas mais pertinentes que os artistas encontram na criação da obra de arte que é um filme de animação. Conta com a participação de alguns dos mais destacados e premiados realizadores da atualidade, portugueses e internacionais.
Temas como; A Expressividade, A Música, O Documentário ou as Novas Dimensões e Tecnologias são temas a debater neste desassossego que é realizar um filme de animação.







PROGRAMAÇÃO E COORDENAÇÃO
Fernando Galrito e Miguel Pires de Matos
PRODUÇÃO
Ana Ladeira
OS PARTICIPANTES
ANIMAÇÃO E DOCUMENTÁRIO
Joanna Kozuch
Realizadora, artista visual e animadora. Joanna formou-se na Academia de Belas Artes de Poznan (PL) e na Universidade da Silésia em Katowice (PL). É também professora no departamento de Animação da Academy of Performing Arts em Bratislava, onde obteve seu PhD (SK). A sua filmografia inclui Jogo (2004), Fongópolis (2014) e 39 Semanas, 6 Dias (2017) e Era uma vez o mar. (2022).
Alexandra Ramires (Xá)
Alexandra Ramires nasceu em Coimbra, cresceu em Portimão e licenciou-se em Lisboa no curso de Pintura nas Belas Artes. Desde 2009 que trabalha regularmente em cinema de animação, tendo integrado várias equipas técnicas e artísticas.
Em 2013 chegou ao Porto para trabalhar no estúdio de animação da produtora Bando à Parte; atual cooperativa – BAP – Estúdio de Animação, da qual é membro fundador.
Co-realiza o seu primeiro filme juntamente com Laura Gonçalves em 2017 – ÁGUA MOLE . ELO (2020) é o seu primeiro filme em nome individual. Ambos os filmes com reconhecimento nacional e internacional. Atualmente está em fase de produção mais um filme -PERCEBES- realizado novamente em dupla com Laura Gonçalves.
Laura Gonçalves
Concluiu o curso de Arte e Multimédia na Faculdade de Belas Artes, Lisboa em 2009 e entrou no mundo da animação como arte finalista e animadora no estúdio Sardinha em Lata. Em 2012 realiza a sua primeira curta de animação “Três Semanas Em Dezembro”, concluindo o Mestrado de Animação na Arts University Bournemouth. Em 2013 muda-se para o Porto, onde começa a trabalhar na produtora Bando à Parte, como animadora e pintora. Em 2015 co-realiza a curta “Nossa Senhora da Apresentação” com Abi Feijó, Alice Guimarães e Daniela Duarte, produção Curtas Metragens C.R.L. Em 2016 co-realiza com Alexandra Ramires (Xá) a curta de animação “Água Mole”, e em 2022 lança a sua mais recente curta de animação “O Homem do Lixo”. De momento trabalha na Cooperativa BAP – Animation Studios, uma produtora de cinema de animação da qual é um dos membros fundadores, onde se junta numa nova co-realização juntamente com Alexandra Ramires, para a curta de animação “Percebes”.
Paulo Patrício
Nasceu no Huambo, Angola, passou por muitos lugares e vive actualmente no Porto. Faz, literalmente, trinta por uma linha. O que é natural, tendo em conta que divide a sua actividade entre direcção de arte, performances ao vivo, escrita, desenho e cinema de animação, área na qual conta com mais de 20 prémios e distinções nacionais e internacionais.
AS OUTRAS DIMENSÕES DA ANIMAÇÃO
Hélder Rocha – Unloop
A 12 de Fevereiro de 1976, nasceu em Espinho – Aveiro, Hélder da Rocha Pereira cujo sonho era ser veterinário. É já como Técnico de Biotecnologia e a frequentar o Curso de Eng.ª Florestal que descobre a paixão por algo que na década de 90 estava a conquistar o mundo e a dar os primeiros passos em Portugal: a internet e a informática.
A programação e o design passam a ser parte do seu dia a dia e os conhecimentos reforçados com o curso de Desenvolvimento de Produtos Multimédia da Universidade de Aveiro levam-no por diversas empresas da área e a participar em centenas de projetos de multimédia e de museologia para clientes nacionais e internacionais.
Em 2016 fundou em Braga a Unloop – Real Experiences, uma agência criativa com foco no storytelling, arte e nas emoções, desenvolvendo e implementando experiências imersivas por diversos continentes, com recurso a tecnologias como a realidade aumentada e virtual.
Agora e como antes, segue a curiosidade permanente no futuro e prepara o salto para os novos desafios da web3.
Gonçalo Homem – O CUBO
OCUBO foi fundado pelos artistas Nuno Maya e Carole Purnelle para desenvolver projetos culturais multimédia e interativos. É uma referência internacional de video mapping, instalações interativas e espetáculos imersivos com projectos em todo o mundo.Do conceito à criação de conteúdos, da análise do espaço ao aluguer de equipamento, instalação e exposição, o OCUBO cria e entrega projetos “tudo-em-um”. O atelier artístico trabalha para entidades públicas, associações, municípios, cidades ou empresas privadas, prestando sempre o melhor serviço para a satisfação do cliente. As suas instalações artísticas e espetáculos contribuíram para alguns dos maiores Festivais Internacionais de Luz, Património Mundial da UNESCO, monumentos e outros locais públicos. Os seus trabalhos têm sido apresentados em Portugal e em mais de 30 países.
Os conteúdos dos seus trabalhos vão desde abordagens históricas a contemporâneas, misturando várias áreas, desde fotografias e ilustrações a vídeo HD, animação 3D e programação interativa. Embora versáteis, os seus trabalhos são impulsionados por um tema comum, a humanidade, refletido através de diversas preocupações como a globalização, o tempo e o espaço.
O atelier considera a arte como um meio de expressão global, procurando comunicar sempre com o público, transformando o espetador num participante ativo.
Partilhar Luz com as pessoas, permitindo que criem através dela, são alguns dos objetivos das criações do CUBO.
Gonçalo Homem
Começou a sua carreira na realização de documentário para televisão, passando ainda pela composição de bandas sonoras, captação audiovisual e concept art para animação enquanto academista da RTP. Por necessidade de mercado acabou por ficar colado ao Motion Design e Concept Art, criando genéricos e identidades gráficas de inúmeros projetos como telenovelas da SIC, programas de entretenimento, séries da RTP e programas lifestyle da FOX. Nos entretantos ainda foi tendo mão em produção, VFX e música de diversos projetos, desde o documentário ao spot publicitário. A procura pelo desafio da criatividade é constante e quanto mais diversos forem os meios, melhor.
Kirill Poskonov – LikeXR
Fundador e apresentador do LikeXR.tech – podcast de vídeo sobre o mercado de realidade estendida de pessoas que realmente entendem do setor.
Co-fundador da LikeXR.com – Desenvolvimento e consultoria Metaverse.
Co-fundador da OneXR.digital – agência Creative XR sediada na Bélgica para marketing e arte.
Desenvolveu mais de 200 projetos em AR/VR e mais de 7 anos em #XR.
EXPRESSIVIDADE E ANIMAÇÃO
Lorenzo Degl’Innocenti
É um realizador italiano de cinema de animação. Vencedor do “ Prémio GOYA 2022” com a curta-metragem de animação “The Monkey”.
Considera a animação uma forma de arte extremamente completa e ilimitada que lhe permite explorar as emoções mais subtis.
Começou a sua carreira como professor assistente de animação de volumes por 7 anos consecutivos na faculdade das Belas Artes de Lisboa.
Colaborou como Animador em diferentes projetos de animação como “Cândido do Zépe” ou a longa metragem em Stop Motion “Os Demónios do meu Avô” de Nuno Beato.
Em 2010 Realiza a sua primeira curta metragem de Stop Motion, “Desassossego”, produzida pela Sardinha em Lata, cujos cenários se encontram em exposição permanente no Museu da Marioneta de Lisboa. Atualmente divide o seu tempo entre publicidade, escultura, pintura e cinema de animação.
José Miguel Ribeiro
Estudou Pintura nas Belas-Artes de Lisboa e começou a trabalhar como ilustrador em 1990. Estudou cinema de animação na Lazennec-Bretagne, Rennes e na Filmógrafo, Porto em 1993/94. Realizou várias curtas-metragens, entre as quais se destacam “O Ovo”, “O banquete da Rainha”, e em 1999 “A Suspeita” com a qual receberia o Cartoon d’Or 2000. Em 2004 realizou uma série de 26 episódios para crianças intitulada “As coisas lá de casa” e a curta-metragem “Abraço do vento”.
Em 2007 ilustra o livro “O rapaz que aprendeu a voar” de Alexandre Honrado e funda em conjunto com Nuno Beato e Eva Yebénes a produtora Sardinha em Lata. Em Abril de 2009 conclui o filme “Passeio de Domingo” e em Junho de 2010 termina a curta metragem Viagem a Cabo Verde. Em 2011 finaliza o piloto “O balão Lua” da série “Dodu o rapaz de Cartão” e inicia a produção da média metragem em stop-motion “Papel de Natal”.
Em 2012 desvincula-se da Sardinha em Lata para fundar em Montemor-o-Novo a produtora Praça Filmes e realiza nesse mesmo ano, para a CM de Almada, o filme “A energia na Terra” premiado no Cinanima e selecionado para competição internacional em Annecy 2013. Em 2015 conclui a produção do especial de TV “Papel de Natal” que estreia em 10 salas de cinema nacionais no Natal do mesmo ano. Realiza em 2016 “Estilhaços” sobre a guerra colonial e estreia em Annecy a sua longa-metragem “Nayola”.
O seu palmarés é composto por 87 prémios internacionais nos mais importantes festivais de cinema do mundo inteiro.
Joana Imaginário
(Lisboa, 1969), tem mestrado em Escultura pela Universidade de Belas Artes de Lisboa. Realizou as curtas-metragens de animação “Mulher Sombra”, em 2012, e “Tocadora”, em 2017. Em 2015, co-fundou, com Francisco Lança, a associação cultural Arte Estúdio Imaginário (AEI), com o objectivo de promover e produzir arte e cultura na zona de Mafra em Portugal. É co-diretora Criativa do Festival de cinema de animação de Mafra – Manifest.
Ensina arte e trabalha em cenários de animação e direção de arte. Está a terminar a sua mais recente curta-metragem de animação, “A casa para guardar o tempo”.
SOM, MÚSICA E ANIMAÇÃO
David Doutel
Nasceu no ano de 1983 na cidade do Porto. Licenciou-se em Som e Imagem pela Universidade Católica do Porto com especialização em Animação. Nos últimos 10 anos desenvolveu o seu percurso no cinema de animação de autor, trabalhando como realizador, animador e diretor de produção. Parte integrante de equipas artísticas e de produção, contribuiu para a criação de inúmeras curtas-metragens de animação premiadas e selecionadas regularmente em festivais internacionais de cinema. Colabora desde o início do seu percurso com Vasco Sá com quem partilha a experiência de realização de 3 curtas-metragens de animação: O Sapateiro (2011), Fuligem (2014), Agouro (2018) e Garrano (2022) uma co-produção entre Portugal e França. É um dos fundadores do BAP-Animation Studio, onde em conjunto com Vasco Sá tem sido responsável pela direção de produção de animação. Com Vasco Sá já receberam mais de meia centena de prémios internacionais.
Vasco Sá
Nasceu no Porto em 1979. De raízes transmontanas, passa os seus primeiros dezoito anos em Trás-os-Montes, mudando-se então para o Porto, onde tira o Mestrado em Som e Imagem pela Escola das Artes da UCP. Neste contexto conhece David Doutel, com quem tem partilhado vários projectos premiados nacional e internacionalmente, nomeadamente a realização das curtas-metragens: O Sapateiro (2011, PT/ES), Fuligem (2014, PT), Agouro (2018, PT/FR) e Garrano (2022), o seu mais recente trabalho. É um dos fundadores do BAP-Animation Studio, onde exerce funções de realizador e produtor, conjuntamente com David Doutel. Estão neste momento a trabalhar no filme UNA, a sua primeira longa-metragem. Com David Doutel já receberam mais de meia centena de prémios internacionais…Gosta de ver os montes à sua frente.
Regina Pessoa
Nasceu em Coimbra e licenciou-se em Pintura pela Faculdade de Belas Artes do Porto. Em 1992 começou a trabalhar em animação como animadora nos filmes “Os Salteadores”, “Fado Lusitano” e “Clandestino” todos de Abi Feijó. Em 1996 começa a realizar os seus próprios filmes de animação: “A Noite” (1999), “História Trágica com Final Feliz” (2005), “Kali o Pequeno Vampiro” (2012) e “Tio Tomás a Contabilidade dos Dias” (2019), com os quais obtém um grande reconhecimento e ganha inúmeros prémios nos principais festivais e eventos mundiais (Annecy, Annie Awards, Hiroshima, … ), tornando-se uma referência incontornável da Animação Portuguesa e reconhecida recentemente no Top 3 dos melhores realizadores mundiais dos últimos 25 anos (Animac’2021). Três dos seus filmes fazem parte da lista de filmes do Plano Nacional de Cinema, e são estudados por crianças e jovens das escolas Portuguesas. Em 2016 torna-se “Senior Lecturer” na escola de Animação Alemã FILMAKADEMIE e em 2018 é convidada para ser membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. O seu palmarés é composto por 83 prémios internacionais onde pontificam os maiores festivais de cinema de animação do mundo como: Annecy, Zagreb, Hiroshima, Otava ou MONSTRA.
Manuela Azevedo
Licenciou-se em Direito e Paralelamente tirou o Curso Geral de Piano.
Em 1992 foi fundadora, como vocalista, dos Clã que ainda mantém os mesmos elementos. Integrou também o projeto Humanos, com Camané, David Fonseca e outros músicos, que recriou o legado de António Variações entre 2004 e 2006.
Participou individualmente no espetáculo “Porto Cantado” do Porto 2001 com outros músicos do Porto.
O seu nome aparece associado a tudo o que é música e músicos de grande qualidade nacionais e internacionais como: Jorge Palma, Sérgio Godinho, Júlio Resende, Júlio Pereira, Maria João, Arnaldo Antunes, Paulo Furtado entre muitos outros… mas também em grandes espetáculos de música e Teatro,com CCB e Teatro Nacional D. Maria II entre outros.
Foi a narradora da versão portuguesa do filme de animação “História Trágica com Final Feliz” de Regina Pessoa. Em 2007 foi homenageada pela Câmara Municipal de Vila do Conde.
Paul Bush
Realizador de cinema de animação famoso pelo seu trabalho experimental em stop motion. Realizou muitas curtas e médias metragens, incluindo The Cows Drama (1984), His Comedy (1994), Rumour of True Things (1996), Furniture Poetry (1999), Dr Jekyll and Mr Hyde (2001) and While Darwin Sleeps (2004). Ganhou muitos prémios e os seus filmes têm sido apresentados em festivais, cinemas, galerias e em televisões um pouco por todo o mundo. Escreveu quatro argumentos para longas-metragens, uma das quais ele próprio realizou, em 2013, sendo aclamado pela crítica.
Sobre ele escreveu Chris Robinson “Bush é em parte explorador, em parte inventor. Nada é impossível e tudo vale a pena experimentar. Isto é o que torna o trabalho de Paul Bush tão benvindo; nunca sabemos o que nos espera e temos a certeza de que será inteligente, divertido, provocador e único”
Andy Cowton
Compõe música para cinema e televisão há mais de 20 anos. Seu primeiro filme, com o Modern Times da BBC, foi para o LIDO de Lucy Blakstad. Desde então, compôs em uma ampla gama de projetos, incluindo dança contemporânea, pelos quais recebeu um prémio Time Out.
Colaborou em praticamente todos os filmes de Paul Bush e com ele venceu mais de uma centena de prémios internacionais.
Catarina Sobral
Escreve, ilustra e faz cinema de animação. Colabora regularmente como ilustradora para a imprensa periódica, discos e cartazes e assina mais de quinze livros infantis, já publicados em dezasseis línguas. Tem participado em várias exposições nacionais e internacionais e o seu trabalho já foi premiado pela Feira do Livro Infantil de Bolonha, Prémio Nacional de Ilustração, Sociedade Portuguesa de Autores e distinguido por publicações como o catálogo White Ravens e a revista 3×3.
F. Kent Queener


